O silêncio também ensina a comunicar
- Darcy Toledo

- 12 de jul.
- 1 min de leitura
Acho curioso como algumas experiências só fazem sentido muito tempo depois.
Quando fui para a África fazer safari, imaginava voltar com histórias grandiosas de animais selvagens e paisagens cinematográficas. E voltei com tudo isso. Mas o que realmente ficou foi o silêncio.
No safari, você aprende que não controla a cena. Pode estar no lugar certo, na hora certa, e ainda assim não conseguir controlar o que vai acontecer. E isso me fez pensar: quando perdemos a capacidade de esperar? De contemplar? De estar em um lugar sem precisar que algo aconteça imediatamente?
Ali, naquele silêncio, comecei a pensar sobre comunicação e ansiedade.
Porque o digital nos fez acreditar que tudo precisa ser imediato. Postou? Tem que performar. Apareceu? Tem que gerar resposta. Como se toda ação precisasse produzir um resultado visível na mesma hora.
Mas confiança não funciona assim, ela é construída em silêncio, enquanto a pessoa te observa.
E o meu maior aprendizado do safari foi esse: existem coisas que só aparecem para quem se permite desacelerar o suficiente para enxergar.




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