A maturidade profissional pede outra leitura
- Darcy Toledo

- 22 de mai.
- 2 min de leitura
Atualizado: 28 de mai.

Hoje completo 55 anos e talvez por isso o MaturiDay de ontem tenha mexido tanto comigo.
Eu fui para ouvir, conversar, observar.
E saí com uma sensação muito clara: muita gente madura está tentando entender qual é o próximo movimento.
A maioria com quem conversei tem muita experiência, repertório, histórias, habilidades e vontade de continuar produzindo. Alguns estão buscando recolocação, outros pensando em empreender, querendo usar melhor o digital...
Mas também percebi uma coisa delicada: muita gente ainda não consegue conectar tudo isso em uma direção e está se sentindo perdida.
Não sabe exatamente o que fazer com a própria trajetória, como se posicionar, como transformar vivência em oportunidade e, principalmente, como comunicar o valor que já construiu em posicionamento no digital.
Eu entendo porque também vim desse lugar.
Fomos ensinados a pensar carreira de forma linear: cargo, empresa, função, recolocação.
Mas a maturidade profissional pede outra leitura.
A recolocação pode existir, claro. Mas depois dos 45, dos 50, depender apenas dela pode ser uma estratégia frágil.
A pergunta precisa ser maior: o que da minha origem, da minha história e da minha experiência pode virar vantagem competitiva agora?
Hoje, olhando para mim e acompanhando as histórias das pessoas que mentoro, eu vejo isso de um jeito muito diferente. Não acredito mais em recomeçar do zero.
O que vejo na prática é que nosso maior ativo é justamente conseguir transferir as habilidades desenvolvidas no decorrer da trajetória pessoal e profissional para o momento atual.
Porque trajetória não se replica. Mas nada disso vira oportunidade se a comunicação não estiver alinhada com seu objetivo de negócio.
O que eu vi ontem, e o que eu sinto hoje completando 55 anos, é que talvez o grande desafio da maturidade não seja apenas continuar trabalhando.
É aprender a se reposicionar.
Com consciência.
Com estratégia.
Com direção.
E, principalmente, sem apagar a própria história



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